
A TSA acaba de ser recertificada no SASSMAQ, o padrão que a indústria química usa para decidir quem pode transportar os seus produtos. E isso, para você que contrata, não é uma boa notícia nossa. É uma informação sua. Porque no transporte de produtos químicos o risco não fica só com quem dirige. Fica também com quem embarca.
A TSA tem certificação SASSMAQ?
Tem, recém-recertificada e válida até julho de 2028. Dá para conferir em dois minutos, sem depender da nossa palavra:
- Empresa: TSA LOGÍSTICA LTDA, CNPJ 04.467.231/0001-60
- Unidade avaliada: Guarulhos, SP
- Escopo: transporte rodoviário nacional de produtos químicos perigosos e não perigosos, com carga embalada e contêiner dry, frota própria
- Certificado: SASSMAQ, emitido pela Bureau Veritas, número BR046533, válido até 17 de julho de 2028
- Programa: SASSMAQ, o sistema da ABIQUIM para o transporte rodoviário de produtos químicos
Qualquer pessoa pode verificar a certificação na base pública da ABIQUIM, em sassmaq.org.br, na seção Empresas Avaliadas, buscando pelo CNPJ. Guarde essa informação, porque conferir a certificação na fonte é a primeira coisa que todo embarcador deveria fazer antes de contratar uma transportadora. Voltamos a isso no fim.

Por que a certificação do seu transportador é o seu risco
Quando um transportador exibe um certificado, o reflexo é tratar aquilo como assunto dele. É o contrário. No transporte de produtos químicos, a indústria é corresponsável pelo que acontece com o seu produto na estrada. Se a carga é sua, a exposição legal, ambiental e de reputação também é.
E o risco é concreto. Segundo a ABTLP, associação do setor de produtos perigosos, só no estado de São Paulo foram 1.033 ocorrências no transporte de produtos perigosos em 2024, entre acidentes e incidentes. Escolher transportador, portanto, nunca foi decisão de frete. É decisão de risco. E a certificação é o instrumento que transfere esse risco para fora da sua operação, ou não transfere.
Foi para resolver isso que a indústria química criou, através da ABIQUIM, um padrão único de avaliação em 2001: o SASSMAQ. Ele não é lei. É condição de mercado. Desde 2005 as grandes químicas e petroquímicas só contratam quem passa por ele, e hoje são cerca de 900 unidades avaliadas no país. Segundo a ABIQUIM, entre 2006 e 2020 os acidentes no transporte rodoviário de produtos químicos caíram 59%. É o que acontece quando o padrão sobe para todos ao mesmo tempo.
O que o SASSMAQ mede de verdade
O selo não é carimbo de qualidade genérico. Ele avalia quatro dimensões juntas: Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade. Na prática, a auditoria entra na gestão da empresa, na frota e na sua manutenção, na qualificação e na saúde dos motoristas, nos planos de emergência para acidente com produto perigoso, no controle ambiental, nos indicadores e na gestão de terceiros e agregados.
Cada exigência é classificada por criticidade. As mandatórias, ligadas a lei e a exigências inegociáveis da indústria, precisam de 100% de atendimento. Falhar em uma única delas reprova a empresa até a correção. Não há amostragem: tudo é verificado, com evidência. Um transportador com SASSMAQ, portanto, não é um transportador que tem um documento. É um transportador que provou, com evidência auditada, que atende integralmente ao que a lei e a sua indústria consideram inegociável.
Por que a recertificação vale mais que a primeira certificação
Aqui está o detalhe que quase nenhum comprador conhece, e que muda como você deve olhar para o assunto.
O certificado SASSMAQ vale dois anos. No fim de cada ciclo, a empresa não renova um adesivo: passa por uma nova avaliação completa. E a régua é mais alta do que na primeira vez. Os itens de indústria, que na avaliação inicial pedem um mínimo, passam a exigir um patamar maior na recertificação. Os itens antes opcionais passam a ser cobrados. O sistema foi desenhado para forçar melhoria contínua: quem apenas mantém o nível de dois anos atrás, reprova.
É por isso que a recertificação importa mais do que a primeira certificação. Ao renovar o certificado, a transportadora se submete de novo à avaliação completa, agora com a régua mais alta. Foi por essa avaliação que a TSA acabou de passar, com o certificado renovado até 2028. Quando você avaliar qualquer transportadora, não pergunte só se ela tem SASSMAQ. Pergunte com que consistência ela recertifica.
Como verificar a certificação SASSMAQ de uma transportadora
O certificado tem detalhes que decidem se ele protege você ou não. Antes de assinar contrato, confira três coisas.
Primeiro, o escopo. O certificado cobre exatamente o tipo de operação que você precisa? No caso da TSA, o escopo é transporte rodoviário nacional de produtos químicos perigosos e não perigosos, em carga embalada e contêiner dry, com frota própria. Cada palavra ali importa. Carga embalada e granel são escopos diferentes; perigoso e não perigoso são escopos diferentes; frota própria e subcontratada são escopos diferentes. Um certificado válido no escopo errado não cobre a sua carga. Exija o escopo que corresponde ao que você move.
Segundo, a validade. O certificado tem prazo. Confirme a data vigente e verifique se o transportador está dentro do ciclo, não em um vencimento que promete renovar depois. O da TSA, por exemplo, vai até julho de 2028.
Terceiro, a fonte. Você não precisa acreditar em ninguém. A ABIQUIM mantém a base pública de empresas avaliadas em sassmaq.org.br, com CNPJ, escopo e validade. É consulta gratuita e é o seu primeiro filtro de risco. Se a transportadora não aparece lá no escopo que alega, isso já é uma resposta.
O que há para celebrar aqui
Para a TSA, recertificar é rotina de disciplina, não um troféu. Para você, é a garantia de que o risco que a sua carga carrega está sendo gerido por uma operação medida por fora, no mesmo padrão que a sua indústria reconhece, e que você pode conferir sozinho, hoje.
Comece por aí. Antes de fechar com qualquer transportadora, incluindo a TSA, consulte o certificado dela na base pública da ABIQUIM e confira escopo e validade. Depois, se você move produto químico, perigoso ou não, e quer tirar esse risco de dentro da sua operação, fale com o nosso time.
Perguntas frequentes
A TSA é certificada no SASSMAQ?Sim. A TSA LOGÍSTICA LTDA (CNPJ 04.467.231/0001-60), unidade de Guarulhos, SP, é certificada no SASSMAQ para transporte rodoviário nacional de produtos químicos perigosos e não perigosos, em carga embalada e contêiner dry, com frota própria. O certificado, emitido pela Bureau Veritas (número BR046533), é válido até 17 de julho de 2028 e verificável na base pública da ABIQUIM, em sassmaq.org.br, seção Empresas Avaliadas.
O que é a certificação SASSMAQ?É o Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade, mantido pela ABIQUIM desde 2001. Avalia, com auditoria e evidência, transportadores e operadores logísticos que atuam com produtos químicos.
O que significa o escopo da certificação da TSA?O escopo é transporte rodoviário nacional de produtos químicos perigosos e não perigosos, em carga embalada e contêiner dry, com frota própria. Ou seja, produto químico fracionado e embalado, e também em contêiner dry, transportado por frota própria da TSA. O escopo define exatamente que tipo de operação a avaliação garante.
Qual a validade da certificação SASSMAQ?Dois anos. Ao fim de cada ciclo, a empresa passa por nova avaliação completa, com exigências mais altas do que na anterior. O certificado atual da TSA é válido até 17 de julho de 2028, e a validade de cada empresa pode ser consultada na base pública da ABIQUIM.
Recertificação é diferente de certificação?Sim. Na recertificação a régua sobe: itens que antes pediam um mínimo passam a exigir mais, e itens antes opcionais passam a ser cobrados. Recertificar várias vezes prova melhoria contínua, não apenas que o padrão foi atingido uma vez.
Como verificar se uma transportadora tem SASSMAQ?Acesse sassmaq.org.br, seção Empresas Avaliadas, e busque pelo CNPJ da transportadora. A base mostra escopo, unidade avaliada e validade do certificado. É gratuito.